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Eu tô melhor sem você. E você sabe disso.

Gosto de fingir que você não existe. É meio triste porque houve um tempo que sua existência me dava vontade de sorrir e agora eu prefiro fingir que cê nem faz parte do mundo. Fazer o que se eu fico melhor assim? Se eu detesto quando calha de ter foto sua no meu feed, se não gosto muito de falar seu nome e se prefiro nem contar a nossa história…?! Você quem fez por onde, eu só segui o plano.

Por isso fico incomodada com essas suas aparições agora. Por isso eu desligo na sua cara e te bloqueio no whatsapp. Você me ofende pensando que vou apagar tudo e zerar nosso jogo outra vez. Não tem mais jogo, eu não sou mais criança!

Me deixa viver em paz, você já fez tanto, ainda precisa de mais?! Chega! Vai viver, tu sabe fazer isso bem. Me deixa aqui vivendo quietinha a vida bacana que eu tenho longe de você. Porque o adeus foi a melhor coisa que você já fez por mim, só Deus sabe quem eu seria agora se não fosse isso. Então, continua ai, bem longe, não existindo pra mim.

Esquece meu número, pode atravessar a rua ou virar a cara quando me ver, não precisa me dizer que tô linda. Não preciso de elogio seu.

Segue dai. Eu tô bem boa aqui. No fim das contas, quem diria, descobri que sou bem mais feliz sem você.

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Tudo bem se não der pra seguir o baile agora.

Hoje fala-se muito em seguir o baile. Eu queria te dizer que tá tudo bem se você ainda não conseguiu seguir o seu. Eu mesma já fiquei sozinha em bailes e lá permaneci. A música acabou, a luz acendeu, o gelo derreteu, a bebida esquentou e eu continuei no baile. Até quando? Até conseguir sair com minhas próprias pernas, sem ajuda, sem muleta. Porque aprendi que não adianta nada entrar no próximo baile se suas pernas ainda estiverem pesadas e doloridas do anterior.

Se você ainda não conseguiu seguir seu baile, tá tudo bem, eu juro! Cada um tem seu tempo e tem muito baile pra viver ao longo da vida. O importante é se recuperar, estar inteira pro que vem a seguir. Se cuidar, se amar e dançar muito, espantar os fantasmas, estar linda pro baile seguinte. Linda por você.

O que dá pra fazer agora é secar esse rosto, limpar essa maquiagem borrada, olhar em volta e acreditar com toda força do mundo que sim, você vai conseguir seguir o baile. Pode não ser nesse minuto, mas vai. Confia? Então combinadas.

Estou torcendo por você! Baile vazio é bom pra gente colar nossos pedacinhos sem que ninguém observe mas não deve ser ponto final, sai dai assim que der, logo que deixar de doer. Prometo que aqui fora tem baile de todo tipo pra você escolher!

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Mau hábito.

Eu sei que não é pra ser. E também sei o que é essa coisa louca que nos prende e vive fazendo a gente se esbarrar, é essa coisa imensa que quase toma forma quando surge dentro de um de nós dois e não passa até que a gente a alimente juntos, mas não é amor. Você sabe que não.

Em uma das últimas vezes que estivemos juntos, você me falou que sabia que ia casar comigo um dia. Que me via morando na sua casa e a gente tendo filhos. No dia seguinte, você não me deu nem oi. Não é amor. É posse. É hábito. É carência. É a gente se conhecer tão bem que dá preguiça de ir pro mundo conhecer outras pessoas do zero. Mas amor, meu bem… Isso não é mesmo!

E ai sabe o que eu acabei descobrindo? Que isso que a gente tem, sem amor, não me satisfaz. Não me completa. Não me enche os olhos. Sinto falta de sentir a barriga gelar quando você avisava que estava chegando, agora só coloco a mão na cabeça e penso “putz, tô indo fazer isso de novo”. Deixou de ser amor, aquele dia, uns anos atrás… Não é que não tenha sentimento bom, você sempre vai os ter de mim. Mas, sem amor, eu não preciso de você.

Então, vamos combinar?! Eu te deleto daqui, você me deleta dai. A gente esquece essa maluquice toda e segue o baile. Um dia, uma hora, quando tiver que ser, se tiver que ser… A gente se esbarra sem combinar. Ai, se lá for amor, a gente pensa no que faz. Mas agora? Eu cansei do nosso mau hábito.

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Adeus você.

Eu não amo mais você.

Me dei conta disso enquanto você passava a mão no meu rosto e me dava “oi de novo”. Antigamente isso me tirava o ar, você lembra. Era meu lar. Meu rosto na sua mão me soava como casa. Ai dessa vez você chegou, passou a mão no meu rosto e eu percebi que não te amo mais.

Que você conseguiu matar meu amor.

Você me perguntou porque a gente não consegue se largar, eu não tenho essa resposta. Mas estou te largando. Agora. Hoje. Aqui. Eis a minha despedida!

Eu mereço mais. Mais que as suas migalhas, mais que seu fim de noite, mais que o final de domingo depois que todas as possibilidades se esgotaram. Eu mereço mais que essas promessas de futuro que você faz pra “quando for maduro”. Eu mereço o presente. E você não me merece mais. Me achava pouco pra você, agora me acho DEMAIS pra você. Não é irônico?

Então, meu bem, apaga meu telefone dessa sua agenda cheia de contatos, pode ir com suas migalhas pra essas tantas que te endeusam. Seus finais de noite não me encontrarão mais. Sua versão alcoólica não vai mais convencer a minha. Eu não quero mais você.

Que você seja feliz. Que consiga encontrar a tal maturidade que tanto fala. E que me esqueça porque meu caminho não vai mais encontrar o seu. Eu não te amo mais.

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Ainda não.

Eu quis tirar a prova.Cê foi minha pessoa favorita do mundo durante tantos anos, mesmo nos distantes, que eu quis tirar a prova. Quis saber se eu não ia mesmo te odiar nem depois de tantos danos. Nunca odiei, mas cara a cara é sempre diferente. E eu quis saber como seria.

No fim das contas, ainda tem muito da minha pessoa favorita do mundo ai. Foi quase como voltar pra casa. Mas também tem esse seu lado negro bizarro e errado e ele me faz te olhar meio torto e pensar que ainda não. Ainda não dá pra gente voltar a ser porto seguro um do outro. Ainda não dá pra eu te gritar quando preciso, ainda não quero saber seus segredos. É fácil, né?! A gente sai contando tudo um pro outro e se atropelando e falando até do que não deveria.

Mas ainda não. 

Eu quis tirar a prova. E descobri que um dia vai dar sim, pra te chamar pra tomar um chopp e ouvir da sua vida. Abençoar suas escolhas, aplaudir suas vitórias.

Mas cê ainda é leviano, meu bem. Ainda gosta de brincar de amores. E eu não quero ser a pessoa que tem como pessoa favorita no mundo um cara meio babaca. Mas a babaquice também passa, eu sei. Nesse dia, eu te abro os braços e falo olhando no seu olho “ainda bem que cê voltou”. 

Até lá, juízo, não morre, se cuida. Tem essa partezinha de mim que só fica em paz sabendo que cê existe e tá por ai. Eu gosto das possibilidades, sabe?!